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Por que apostar no desenvolvimento de proteínas vegetais?

Em 2021, a "Protéines France", um consórcio de empresas que apoiam o desenvolvimento deste setor, lançou o projeto ProteiNEW. Membro ativo do consórcio, a Tereos participa dessa iniciativa que visa fortalecer a independência proteica da França. Anne Wagner, diretora de P&D da cooperativa e primeira presidente da "Protéines France", explicou os desafios.

Quando falamos em proteínas vegetais, muitas vezes ouvimos o termo “novos recursos”. O que isso quer dizer? 

Anne Wagner: Em primeiro lugar, existem novos recursos vegetais, como as culturas proteicas, que podem ser consumidas como estão ou após o refino e a concentração das proteínas. Mas isso não é tudo: tecnologias novas e muito promissoras estão surgindo graças aos insetos, microalgas, leveduras, fungos ou mesmo bactérias, resultantes da fermentação de açúcares. E não se trata de ficção científica! Esses novos recursos são extremamente interessantes do ponto de vista nutricional.

Esses setores estão emergindo e é por isso que criamos “Protéines France” em 2017 e estamos lançando o projeto ProteiNEW este ano: para acelerar o desenvolvimento desses novos setores que garantem a proteção e valorização total do recurso agrícola, a nível regional. 

 

Em que consiste esse projeto? 

Anne Wagner: O projeto ProteiNEW está estruturado em torno de quatro pilares: identificar recursos regionais e benchmarks, apoiar startups francesas, remover obstáculos regulatórios e finalmente divulgar a informação gerada de forma mais geral. A ambição do ProteiNEW é ajudar a desenvolver um setor sólido e integrado, permitindo colocar a França como líder em proteínas e novos recursos. A Tereos é colíder do segundo pilar ao lado da startup Algama. Nossas equipes contribuem entre si e, claro, também estão envolvidas nos outros pilares. 

 

Além da França, a implementação de proteínas em alimentos é uma tendência global?  

Anne Wagner: É uma tendência global que responde aos desafios da disponibilidade de alimentos para uma população mundial em crescimento. Embora não haja nenhum problema com a disponibilidade ou qualidade da proteína, principalmente na Europa Ocidental, os consumidores desejam variar suas fontes de proteína por razões sociais e ambientais. Na França, também estamos atrasados em relação aos outros países, como a Alemanha ou a Holanda, que já incluem proteínas vegetais em sua dieta de forma sistemática. Esse novo setor de proteínas constitui, portanto, um meio para acelerar nossa entrada em um modelo de dieta diversificado e sustentável a nível global e de aprimorar totalmente nossa agricultura e nossas inovações tecnológicas.